Enfim… JORNALISMO!
03 fev 2012 2 Comentários
Duas coisas antes de postar: Obrigada e… obrigada!
O primeiro obrigada vai para vocês, meus leitores, que me ajudaram a chegar às 6000 visualizações! Sei que números não são tão importantes quanto fatos, mas mesmo assim fico feliz, porque sei que em cada visita consegui divertir e entreter alguém. Alguém que talvez estivesse precisando de ajuda, de um sorriso, enfim…
O segundo obrigada vai para os meus pais, para DEUS, para meus amigos(as), ex-professores… Graças a vocês poderei realizar um dos meus grandes sonhos: cursar Jornalismo em uma universidade pública. E olha, esse é só o começo de uma grande carreira de sucesso! Hahaha, não falo isso por super ego, mas sim por que acredito em meu potencial e quero provar a existência da minha capacidade para uns e outros que andam duvidando de mim… Para esses, só digo uma coisa: ME AGUARDEM!
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E é justamente disso que quero falar, meus amigos! A pior coisa do mundo é quando você tem um sonho, e alguém não acredita que ele irá se realizar. Eu, no auge da minha felicidade, comuniquei a uma certa pessoa que havia passado em Jornalismo. Sem dó nem piedade, essa pessoa proferiu: “JORNALISMO? E isso presta? Isso não presta não… Pensei que você fosse ser doutora…” Quem precisa de uma faca no peito quando se ouve algo desse tipo? Ainda mais quando é alguém da sua família. “Isso não dá dinheiro!”, disse. Ok, vejamos.
O Jornalismo é uma área que exige conhecimento. Muito conhecimento! Além de paciência, simpatia, desinibimento e boas relações sociais. Se você tem medo de falar com as pessoas, é tímido demais, não gosta de ler nem de estudar, de certo esse não é seu ramo. Em suma: não é o tipo de profissão que se pode escolher por conveniência ou comodidade. Sim, amigos, é um tabalho que exige muito de alguém, mas também pode ser bastante compensador por ser uma modalidade que sempre irá te acrescentar em termos de experiência tanto profissional quanto vital.
A verdade é que nenhuma profissão é fácil. E não me refiro a termos financeiros, pois há profissões que o salário inicial ultrapassa humilhantemente o de outras. Mas o dia-a-dia, cada passo para se tornar um bom profissional, o cansaço, a batalha para ser reconhecido, são coisas inerentes a todas às profissões. E quer saber? Desde já tenho orgulho da minha! Nada vai ser fácil, eu sei; é por isso que vai ser bom. Muito bom.
Enfim, caros amigos… JORNALISMO! Aí vou eu.
Diga aí… sou ou não sou A CARA do Jornalismo?
Pingos: Facebook, (IN)dependência, Idade, Fim de Ano
20 dez 2011 5 Comentários
em Pingos
1. Facebook
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Os tempos mudam! Olha aí a prova:

No meu tempo, Mônica e Cebolinha viviam brigando!
A pobreza era fator de estratificação social, dentre outros. Mas essa garota que vos escreve quase foi EXCLUÍDA da sociedade porque não compartilhava links, não curtia frases e tão pouco dava “cutucadas” virtuais. As piadinhas muitíssimo sem-graças das minha queridas amigas me levaram a criar um perfil nesse tal de Facebook. E olha, quase que eu não consigo! Primeiro, o gatão do Face disse que JÁ HAVIA uma conta com o meu email. “COMASSIM”?, pensei. Mas, depois saquei tudo: alguém tão ilustre e VIP, não poderia ficar de fora de uma rede social tão badalada, então, o próprio Facebook criou uma conta pra mim! Entrei na página e comecei a organizar minhas coisinhas. Mas eis que não estava podendo usufruir de certos recursos, pois ainda teria de confirmar a minha conta através de um link que o próprio Face se encarregou de mandar pra mim. Quando eu clicava no link, ia para o Face. Quando clicava em “Ir para email” no Face, VOLTAVA PRO LINK. Passei uns dois dias nesse vai-e-vem, até que consegui confirmar a droga da conta. Hé, agora vou encher o saco de todo mundo em mais uma rede social. SATISFEITAS(OS), AMIGAS(OS)? E sem mais piadinhas, por favor. Se não, excluo aquela porra e volto pro buraco.
2. (IN)dependência

“O QUÊÊÊ? Essa sandália tem OURO, Mirielle Cajuhy?”, disse meu gatíssimo pai quando o informei o preço do presente que eu queria de Natal. “Poxa, paaaai…”, disse com lágrimas nos olhos. Sei que não é nada fácil dar tanto dinheiro numa sandália, que a situação financeira tá complicada pra maioria das pessoas… Fiquei com um pesinho na consciência, confesso. Mas, mesmo assim, meu pai ainda me deu o presente. Olha, pai, mãe… Espera só mais um pouquinho tá? Tipo, uns 6, 7 ou 8 anos… É o tempo que vou precisar pra fazer faculdade, fazer uma pós, fazer um mestrado, botar meu currículo numa empresa bem fodona e ganhar muito, mas muuuuuuuuuito dinheiro! Então, vou poder comprar o que quiser com ele. E não vou mais dar trabalho pra vocês, tá? Meu maior sonho é a independência financeira! Já pensou?! Eu lá, podendo entrar nas lojas, passando meu cartão de crédito, indo na manicure quando quiser, comprando cremes para espinhas sem ter de gastar metade do dinheiro de minha mãe, comprando a melhor escova de dentes do supermercado (é, até nesse quesito eu tenho pena dos meus pais, sempre escolho a mais barata, ou seja, aquela que se acaba em um mês ou menos), comprando meu próprio papel higiênico (o mais macio, é claro! NADA de rala-bunda, por favor…). Ô soooooooooonho! Deus, me ajuda a realizá-lo o mais rápido possível?!
3. Idade

As pessoas sempre foram controversas quanto à minha faixa etária. Quando tinha 15, as pessoas me davam 16, 17. Agora que tenho 17, as pessoas me dão MENOS de 16! (embora certas pessoas já tenham olhado pra minha cara e dito: “Pensei que você já era mãe!”). E eu sempre superando tudo com muita fé e auto-estima. Mas a gota d’água, o estopim, o pisão no calo foi numa festa desse último sábado.
“Quantos anos você tem?”, perguntou-me o segurança do alto de sua negritude, obesidade e terno preto com ombreiras de almofada. Fingi que não ouvi. Mas ele perguntou novamente. “Dezzzzzzzzzz… oito”, disse. E ele continuou me olhando, todo desconfiado. “Porra, merda, quase sai um dezessete!”, pensei. Ainda não contei o principal: a classificação da festa era 16! Entendeu? 16 anos, poxa! Ele pensou que eu tinha menos de 16 ANOS, caramba?!?!!! Bem, só espero que quando chegar aos trinta as pessoas me olhem e digam: “Juraaaaaa? Nossa, pensei que você ainda estivesse no colegial”. Aí eu durmo feliz. Bem feliz.
4. Fim de Ano

Pois é, mais um ano finda. Falta menos tempo pra gente morrer galera. Menos tempo pra gente poder comprar nosso próprio papel higênico, com nosso próprio dinheiro. E muitos e muitos outros anos de RD ainda virão. Sei que não sou uma das blogueiras mais assíduas, porém, fico muito feliz com todo o carinho que vocês demonstram pelo meu cafofo virtual. Esse ano de uma maneira geral, foi muito bom mesmo. Mas não vou fazer uma retrospectiva como ano passado, estão ficando bisbillhoteiros demais esses meus leitores! Sim, isso é só uma consequência da admiração que vocês têm por merdas alheias. Por falar nisso, sempre que precisar de uma força, é só clicar no link do RD e eu estarei aqui esperando por você! Pra gente dar risada juntos e compartilhar muitas coisas boas. Então, se quiser um pouco de cultura, informação ou pensamento crítico, passe bem longe daqui! Escrevo sem objetivo ou consciência nenhuma, e ainda não sei se isso é bom ou ruim e se vai durar por muito tempo. A gente amadurece, né? Porém, se estiver precisando de uma boa dose de bobagens e coisas inúteis, aqui é o lugar certo, nem precisa fuçar! Muito obrigada, meu povo. A gente se vê em 2012. Um beijo da blogueira facebookeira, dependente dos pais e “menor de 16 anos”,
Mirielle Cajuhy
Normalidade, aí vou eu!
15 nov 2011 2 Comentários
em My beautiful life, RD filosofia
Eu sou doente. Muito doente. E por mais que eu tente deixar de ser doente, não consigo. É mais forte do que eu. Há algum tempo atrás imaginava que era normal, porém, depois dos meus últimos 86400 segundos de aflição vi que não há nada normal nisso. Vamos ver se os nossos conceitos a respeito de normalidade e loucura “se batem”, caro leitor.
Suponhamos que alguém que você gosta muito, e que você acredita que há reciprocidade, te ligue, te mande um/vários SMS(s), te mande sinais de fogo ou simplesmente dê algum sinal de vida diariamente. Se isso cessa num período de 24 horas, o que você faz?
A) Nada.
B) Imagino que aconteceu algo que o impediu de entrar em contato comigo e aguardo. Mas se demorar muito, ligo para saber o que aconteceu.
C) Passo o dia inteiro imaginando catástrofes que remetem a situações parecidas que ocorreram no passado, além de cogitar a ideia de essa pessoa nao gostar mais de mim, não querer mais olhar na minha cara e após vários pensamentos do tipo, pego o telefone e ligo pro IML.
Se você marcou a opção A, meus parabéns! Tá aí uma coisa que tenho inveja em você: tranquilidade (que no meu dicionário significa desprezo, falta de consideração, fim de um relacionamento, entre outros sinônimos). Se marcou a opção B, também devo te parabenizar. Você está exatamente na região limítrofe entre um pensamento perfeitamente normal e uma neurose. Porém, tome cuidado! Eu, que há alguns anos marcaria essa opção, avancei da região limítrofe em questão de dias. E a prova disso é que eu marco a alternativa C.
As causas que me levam a marcar essa opção são fatos que não vem ao caso agora, e nem tão pouco são convenientes o bastante para que eu os conte aqui. A verdade, amiguinhos, é que minha mente nunca mais será a mesma. Acontecem muitas coisas em nossas vidas que são capazes de mudar completamente o que éramos. Sim, acredite: eu era uma pessoa confiante. Tinha medos de uma pessoa normal, falava coisas normais e, sobretudo, sentia coisas normais. Não quero que você dê risada agora, mas preciso te contar uma coisa: quando fico muito nervosa em minhas crises neuróticas, começo a sentir frio em lugares onde a sensação térmica é de, no mínimo, 28 °C (ou mais). Uma tremedeira terrível toma conta do meu corpo. Incômodos gastro-intestinais surgem de tal forma que, mesmo que não tenha comido nada nas últimas 4 horas, preciso ir ao banheiro. E sabe o que mais me intriga nisso tudo? É a minha capacidade de falar disso como se fosse algo “normal”. Talvez, lendo isso e imaginando uma garota maluca, descabelada, com a cara borrada de maquiagem e sentada numa privada você automaticamente pense que estou apenas exagerando. Mas, infelizmente, não estou.
Preciso me curar disso. Urgentemente. Preciso parar de ter medo dos sentimentos, dos pensamentos, da vida e das atitudes das pessoas. Preciso parar de ter medo delas. Não consigo ainda imaginar um meio para parar de ser assim, mas aqui dentro tem uma voz me dizendo: “Garota, para de ser boba, vai! Você tá dando muito valor ao que não deve. O passado de merda que você viveu já passou. Agora você tem outra vida. Para de se cagar – literalmente – por aquilo que não existe mais. Para de ser doente. Agora”.
Ainda não sei de quem é essa voz. Mas espero que seja Dele. A Minha Voz do Bem, Aquela que quer me ver feliz. Já tomei a atitude certa: reconheci a minha “doença.” Não dizem que esse é o primeiro passo?
Uma inépcia nada imaginária
25 set 2011 1 Comentário
O ócio – sinônimo da chula expressão FALTA DO QUE FAZER – levou muita gente a cometer e criar muitas besteiras ao longa da História. Para não ser grossa e acabar ferindo a integridade mental de quem não está mais entre nós, enquadrarei os senhores Cardano, Tartaglia e Bombelli no grupo dos matemáticos ociosos. Se bem que, na MINHA opinião, nunca existiu algum conceito matemático que não tenha sido fruto da ociosidade, afinal, para desenvolver tantos fundamentos malucos se fazia necessário muito tempo livre. Logo, ” matemáticos ociosos” é um tremendo pleonasmo.
Cardano, Tartaglia e Bombelli foram estudiosos dos séculos XV e XVI que precursionaram o que conhecemos hoje como “números complexos”. Segundo esse fundamento matemático, todo número real possui uma parte imaginária, de modo que todo número real é complexo, mas nem todo número complexo é real.
Fórmula geral de um número complexo
Porém, existe algo que – definitivamente – NÃO É imaginário nessa história toda: a minha inabilidade/inaptidão/inépcia, e todos os “ins” possíveis para lidar com a matemática. Exceto INteligência, é claro.
Os apaixonados por cálculo que me desculpem, mas essa coisa de “unidade imaginária” é um tremendo absurdo! Como algo pode ser real e utópico ao mesmo tempo? Quando se trata de literatura é de certa forma compreensível, afinal as palavras admitem diversos significados. Mas quando o negócio é com números, tudo isso fica confuso. Imagine só, amigos, a confusão que isso faz na mente de uma pessoa matematicamente inábil, feito eu.
Tudo bem, admito que os números complexos não fazem jus ao nome. Existem coisas bem piores que esses benditos na Matemática. Na verdade, usei-os como pretexto para mostrar a minha revolta contra ela. Não consigo me conformar com tamanha BURRICE para lidar com algo! Por mais que os números complexos NÃO SEJAM tão complexos assim, não consigo ter um bom desempenho. Sim, amigos. O problema não está com a Matemática: está COMIGO!

Essa dificuldade com cálculos me traz muitíssimos problemas. Por isso, nada mais “justo” do que arranjar o maior número de culpados pelas minhas lamentáveis notas em exatas. Bem, creio que não tenho culpa de ser assim.
Até o momento, arranjei dois culpados: o capitalismo informacional e os criadores de ovelha da Antiguidade. O primeiro tem culpa porque nos obriga a absorver conhecimento para que consigamos estabilidade financeira e social; conhecimento o qual nos força a aprender coisas que em uma escala de 0 a 10, possuímos habilidade -1. Os segundos, criaram os números. Tudo bem que as ovelhinhas tinham lá suas utilidades. Mas era realmente necessário juntar gravetinhos para contá-las? Precisava fazer nós em cordas para não perder a contagem? Esses caras poderiam ter criado algo mais interessante, tipo o alfabeto. Cada letrinha representaria uma ovelha: eles não perderiam a conta, e de quebra, iriam criar um código que precursionaria as letras. Bem, todos sabem que essa tarefa ficou para os fenícios.
Embora essa minha inépcia deixe minha vida de cabeça para baixo, agradeço aos que considero “culpados”. Obrigada, era informacional. Obrigada, criadores de ovelha. Vocês me fazem aprender a cada dia que os cálculos são abomináveis, mas extremamente necessários, que sou péssima com numerais, mas muito boa fazendo outras coisas. E o mais relevante: ensinaram-me que por mais que tentemos, definitivamente, nunca seremos bons em tudo…
Até que o namoro os separe
31 ago 2011 2 Comentários
em cotidiANUS, My beautiful life, RD filosofia
Há um certo tempo uma ideia nada agradável e super incomodativa surgiu em meu telencéfalo. Ela consegue me deixar mais triste e reflexiva do que as minhas espinhas (quem leu isso aqui deve ter ideia da dimensão do que estou falando). É tão difícil de se explicar, que mal consigo colocá-la em um período simples. Mas vamos lá: creio (mas não digo que vou crer nisso pelo resto dos meus dias) que as oficialidades de relacionamentos amorosos “estragam” o amor.
Para compreender melhor o que estou tentando explicar, vamos fazer uma breve restrospectiva de uma história de paixão tradicional qualquer. Primeiro, conhecemos alguém. Interessamo-nos por este alguém (esse interesse pode vir de maneira imediata ou não). Ao perceber que este alguém também está interessado, começamos a fantasiar e sonhar mil coisas. Ficamos ansiosos para ver aquela pessoa, fazemos de tudo para agradá-la, para estar perto dela. Se ela passa e não fala, ficamos tristes. Começamos a reconstruir tudo o que fizemos desde a última vez que falamos com ela, a fim de encontrar alguma falha da nossa parte que possa tê-la magoado. Não paramos um minuto sequer de pensar naquela pessoa. Não paramos um minuto sequer de desejar, querer, amar aquela pessoa. E quando descobrimos que esse alguém que gostamos tanto sente a mesma coisa por nós, soltamos fogos de artifícios psicológicos. Aí vêm a primeira declaração, o primeiro beijo… Tudo parece perfeito!
Surge depois de algum tempo a proposta/ideia do namoro. Afinal, O QUE É NAMORO? Sinceramente, nunca entendi e acho que nunca entenderei. Podem me chamar de exagerada, mas creio que para o “amor” perder um pouco do seu brilho basta chegar no primeiro beijo. Vai me dizer que você NÃO ACHA que quando uma coisa a qual queremos muito acontece, perde um pouco a “graça”? Bom, se você não acha, eu acho.
Namoro é como se fosse um inseticida. Um ácido. Ou talvez um álcool, que ao entrar em contato com o “friozinho na barriga”, o “brilho no olhar”, a “ansiedade” ou a “vontade de fazer xixi” antes de ver aquele alguém, acaba matando cruelmente cada um(a). Definitivamente, isso não é justo. São sensações que incomodam, mas ao mesmo tempo, maravilhosas de se sentir.
Toda vez que penso nas situações em que o namoro atinge sua instância máxima – o casamento – quase entro em colapso. Será possível sentir friozinho na barriga mesmo sabendo que daqui a 5 minutos você vai encontrar seu esposo lá na sala de jantar? Será possível sentir ansiedade mesmo depois de ter transado três vezes na mesma noite? Será possível ter brilho no olhar mesmo vendo aquela pessoa todos os dias, e algumas vezes, pelada? Será possível ter as pernas trêmulas, mesmo tendo de ouvir todos os dias o ronco, as flatulências e refluxos do seu cônjuge?
Fico arrepiada só de pensar na contradição que existe nos conceitos de namoro e casamento. Como duas coisas consideradas ao longo das gerações como “românticas”, podem ser tão antirromânticas? Isso mesmo, leitor. ANTIRROMANTICÍSSIMAS! (Superlativei no improviso, portanto, perdoem-me se estiver errada, hehehehe).Você não tem mais por e pelo que sonhar, afinal, já perdeu a conta de quantas mil vezes beijou a boca daquela pessoa. Friozinho na barriga, embrulho no estômago, dor na bexiga… Tudo vira pó. Cinza. Espuma. Tudo fica sem sal. Sem açúcar. Sem lipídios, sem proteínas.
Quando tudo chega a esse ponto, as pessoas começam a recorrer às técnicas concentradas nos prazeres sexuais, o que deixa a situação ainda mais antirromântica. Consigo sem muito esforço amar um cara estilo “romântico à moda antiga, do tipo que ainda manda flores”, mas não sei se conseguiria continuar amando-o caso ele me aparecesse depois de trinta anos de casamento dentro de uma fantasia de Super Man, dançando “Rabiosa” e fazendo um strip-tease.
Às vezes acho que nasci na época errada. Sinto que seria capaz de passar horas a fio conversando com Álvares de Azevedo, falando do quanto ele está certo em relação ao amor. Diria a ele que não ligasse para o que as pessoas pensavam de sua poesia, que os seus sentimentos exagerados, rebuscados eram o que dava sentido e charme à coisa. Diria também que não ficasse frustrado por ser virgem no auge dos seus 24 anos, afinal, amor é muito mais importante do que sexo. E se Vinicius de Moraes ainda fosse vivo, sentaria ao seu lado num lindo fim de tarde em Ipanema e diria ao seu ouvido: “Muito obrigada, pois não há nada mais lindo do que ‘Eu sei que vou te amar’”…
Ignorem as imagens do vídeo. Coloquei esse porque amo essa versão com Elis Regina.
Um mega-beijo da blogueira romântica extremada,
Mirielle.
Enganótipo
11 ago 2011 2 Comentários
em My beautiful life, RD ciência
E aeee galheara sangue bom, tudo up? Espero que sim.
Passei um big time sem postar não foi? Bom, tá tudo explicado da segunda à décima primeira linha desse post aqui. Portanto, não gastarei mais ponta de dedo.
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Genética é simplesmente fascinante. Espetacular. FAN-TÁS-TI-CA! Já parou pra imaginar que tudo o que existe em nosso organismo é comandado pela ação dos genes? Tá. Tia Miri também é Ciência, por isso, ela vai tentar explicar da maneira mais simples e digna de um cérebro atrofiado o que é um gene: um pedaço de uma molécula de DNA. Captou? Pois bem…
A nossa aparência também é controlada pela ação de genes, que quando somada à influência do ambiente no qual vivemos recebe o nome de fenótipo. Necessitas urgentemente de um exemplo, né beibe? Lá vai: a cor da nossa pele é uma característica genética, mas será regulada pela ação do sol. Se o lugar onde vivo é mais ensolarado, terei uma cor mais escura; caso contrário, terei uma cor mais clara, mesmo tendo um determinado gene para expressar a tal cor. O mesmo ocorre com a cor dos cabelos.
Que atire a primeira pedra aquele que nunca julgou alguém pelo fenótipo! É inerente a essa raça de capitalismo selvagem e maquiavélico. O que nunca passou pela minha linda cabecinha repleta de cachos saltitantes e definidos é que um dia teria um desses “julgamentos” cuspido, escarrado, gorfado em minha face oleosa e coberta de espinhas. E é justamente essa palavrinha que está presente antes do ponto de seguimento que me fez passar por isso.
Ao sair da academia, eu e minha amiga paramos para bater um papinho com o instrutor. Conversa vai, conversa vem e de repente, o dito cujo olha para o meu rosto, sorri e joga: “Moça, mooooça! Pare de comer chocolate…” Ó céus, o que fiz para merecer tal destino?
Direi agora algo que talvez muitos dos que me conhecem pessoalmente não acreditarão:

EU NÃO COMO CHOCOLATE!!!!!!!!!!!!
Será que é tão difícil ver que as espinhas – no meu caso, por exemplo – são um sinal de falta de sorte e não de presença de chocolate? Tenho muito orgulho de dizer que sou uma jovem que se encaixa nos padrões de uma dieta saudável aliada à prática regular e concentrada de exercícios. Então, POR FAVOR, olhe para o meu óculos e para meu aparelho dental e diga a vontade que sou NERD, mas não olhe para a minha testa e diga que como chocolate. Olhe para as minhas pernas por fazer e diga que sou tão preguiçosa a ponto de não me depilar, mas não analise as minhas bochechas e pense que sou uma consumidora compulsiva e insaciável deste ‘bendito’ derivado do cacau. Pense o que quiser de mim, menos que tomo refrigerante ou que consumo grandes quantidades diárias de alimentos entupidos de lipídios e gorduras trans. Esses pequenos e malditos tumores recheados de pus não são capazes de representar nem metade do que sou. Em contrapartida, simbolizam mais de 80% do que como.
Resultado? Saí chorando da academia. Era a 13º vez que eu ouvia algo do tipo em menos de cinco dias. Não estava na Idade Média, porém, me senti no meio de um conflito de cavaleiros em que eu era uma simples serva a qual foi apunhalada nas costas por uma espada vil e cruel. Preferi ouvir dele (o instrutor em questão) que era mãe, do que ouvir que era consumidora de chocolate. Pois é, já ia me esquecendo de contar a vocês! Num é que ele me disse uma vez que pensava que eu já era MÃE?

DEIXTINOOOOOOO, QUE SACANAJIÉ ESSAAAA?
*Não sou nerd. E quanto às pernas, éer… Bem, tô sem grana pra depilar. Sacomené? Cera quentxi.
[CONTINUA. Eu acho]
Beijo da blogueira espinhuda e ‘mãe’,
Mirielle Cajuhy
São João mega-bafônico*
01 jul 2011 5 Comentários
em cotidiANUS, My beautiful life
Êta São João! Canjica, milho verde, amendoim, pé-de-moleque e muuuuuuuuuuuuito FORRÓ! Nunca imaginei que pudesse haver combinação mais perfeita! Na verdade, só quem é nordestino entende.
E como nordestina “arretada” (apesar de ser nordestina NUNCA falo essa palavra) curti o meu São João da melhor maneira possível. Sabe o que é mais legal? Não precisei maltratar o meu maravilhoso fígado sobrecarregando-o de etanol nem tão pouco ativar minha vida sexual para me divertir. A minha receita para um mês de junho perfeito é:
1. Antes de tudo, ESQUEÇA que escola/faculdade/trabalho existe;
2. Ouça forró 24 horas por dia;
3. Coma todas as comidas típicas possíveis;
4. Vá em sua casa apenas em casos de extrema (EX-TRE-MA) necessidade;
5. Só desgrude dos seus amigos para tomar banho e fazer suas atividades fisiológicas.
Segui todas essas regrinhas e tive um maravilhoso São João!
Embora as festas juninas sejam super-divertidas, sempre surgem contratempos na hora do arrastapé. Contratempos os quais enfrento desde que meus seios resolveram crescer. E minhas pernas decidiram engrossar. E meus quadris quiseram alargar. Se as espinhas estivessem se esquecido de entrar nessa metamorfose e a altura tivesse lembrado, juro que estaria feliz com isso. Bom, minha metamorfose não é a bola vez agora.
Não é nada fácil se esquivar dos abutres famintos presentes em todas as festas de São João. E digo mais: a cada ano eles apresentam mais e mais novidades evolutivas. Utilizam-se de todas as táticas; desde as mais ofensivas, até as mais sagazes.
- Bofe tipo 1: SAGAZ
Esse tipo de bofe é bom de papo. Super-educado, faz questão de perguntar seu nome assim que bate o olho em você e de ser bem-humorado. Não se assuste se ele recitar Camões em seu ouvido. Um de seus maiores problemas é a persistência. Quando esse tipo vai com a tua cara, já era! Nem umas boas rajadas do seu tóxico gás metano é capaz de retirá-lo das suas redondezas. Em muitos casos, vence as gatas pelo cansaço.
- Bofe tipo 2: BAILARINO
Já chega te convidando para um rela-buxo: te gira e te joga para todas as dimensões possíveis. Haja fôlego para aguentar o pique desse bofe! Depois de algumas piruetas, ele geralmente pergunta seu nome. É bastante simpático, embora sofra por ter dificuldade em encontrar uma gata ao nível do seu bate-coxa. (P.S: Depois de dançar com alguns bofes tipo 2, percebi que estou necessitando de umas aulinhas de dança. OMG.)
- Bofe tipo 3: OFENSIVO

Aparece do nada e faz questão de perguntar o seu nome a míseros 2 cm de distancia do seu rosto. Olha o tempo inteiro para a sua boca, elogia sua roupa e alisa seus cabelos. Com o passar do tempo, a distancia de 2 cm vai diminuindo, embora você marque a defensiva. E o pior de tudo, garotas: geralmente, esse é o tipo de bofe que se acha. Todo convencido e metido a bonitão. Fala contigo com a certeza de que vai ganhar a movimentação de todos os seus músculos faciais. Particularmente, detesto o tipo 3 (mas tem gente que curte, podes crer!).
- Bofe tipo 4: ROMÂNTICO
É capaz de te pedir em casamento após 5 minutos de conversa. Normalmente, é fofo e simpático. Mas a Tia Miri aconselha a não dar muita corda: todo o romantismo usado pelo tipo 4 evapora depois da troca de antígenos salivares. O celular “toca”, ou de repente, ele lembra que tem de “procurar os amigos” e… enfim: você nunca mais o vê. (P.S: Entendeu porque eu escolhi um “cachorro” ao invés de um “homem” para a foto?)
Saibam que fui bastante limitada em minhas descrições. Há muito mais do que míseros quatro tipos de bofes, e há muitas outras características para cada tipo citado. Quando se trata de São João, nem se fala! Do sagaz ao romântico, cerca de 99,9% dos homens são capazes de te deixar em coma alcoolico ao dizer um simples “OI” a 30 cm de distancia (vejam só o que sofri!).
Nem tudo no São João é diversão, amigos. Mas se é pela nossa alegria, estamos dispostos a cometer alguns sacrifícios. Ainda que esses sacrifícios incluam um belo tabefe na cara de algum bofe que não tenha a capacidade de compreender que não estamos interessadas em doar nossas bactérias bucais para ele.
P.S: Pra quem pensou que eu parei por aqui, está muitíssimo enganado! Por sorte, a igreja católica (a qual não sou adepta) tem santo que não acaba mais! Por isso mesmo, hoje embarco para o São Pedro de Andorinha. Desejem-me boa sorte e novas aventuras! Caso contrário, nada de baboseiras inúteis neste cafofo virtual.
*Bafônico: 1. Bafo. 2. Algo que deriva de um bafo. 3. sm Babado, resenha, fofoca. 4. Algo causador de fofocas .


Plebeus comentaristas